Meia-noite ou 24 horas

Se eu falar, a padaria fecha as 24 horas está certo?

Não está certo, porque pode causar dúvida entre estar fechada após o minuto seguinte a 23h59 min ou estar SEMPRE ABERTA como o BANCO 24 HORAS.

Para clareza, escreva ou fale:
A padaria fecha à meia-noite.

Para saber mais veja
http://www.gazetaonline.com.br/_conteudo/2014/06/noticias/cidades/1490032-serra-quer-lei-para-fechar-bar-a-meia-noite-o-projeto-de-lei-ja-esta-na-camara.html

Espero ter ajudado

Nessa ou nesta

Ao dizer: “No primeiro dia de aula, meu único desejo é que ele seja tão feliz quanto eu fui nesta instituição única”

O emprego do “nesta” está correto ou o “nessa” cairia melhor na nossa língua? Qual a diferença no emprego?

Nesta está “perto” … nessa está “longe”.

Se discurso está sendo DENTRO na escola … é NESTA?
Se discurso está sendo FORA na escola … é NESSA?

Nesta está no “presente” … nessa está no “passado”.

Se discurso refere-se ao presente, é atual, … é NESTA?
Se discurso refere-se ao passado, é recordativo, … é NESSA?
Leia mais em

Esse ou Este

Espero ter ajudado

Um conjunto explica ou explicam?

Professor
Bom dia

Encontrei em um texto técnico duas expressões similares na concordância, da qual tenho dúvida:

1º: “um conjunto de fatores que explicam”
2º; ‘um conjunto de fatores que vem sendo acompanhados”

Estão corretos? Caso contrário como seria e o porquê?

Olá Antônio:
Obrigado pela consulta:

UN CONJUNTO é singular … PORÉM exprime “VÁRIAS COISAS” que é plural.
E aqui que a qestão fica complicada.

Em Português correto você deveria ter lido:
1º: “um conjunto de fatores que explica”
2º; ‘um conjunto de fatores que vem sendo acompanhado”

PORÈM … “FATORES” está  plural .. e “os fatores explicam” !!!

Para não incorrer em confusão opte assim

1º: “um conjunto de fatores que explica”
2º; ‘um conjunto de fatores que vem sendo acompanhado”
OU

1º: “vários fatores que explicam”
2º; ‘vários fatores que vem sendo acompanhados”
Espero ter ajudado

No entanto ou e, no entanto ?

Exemplo: Estava muito preocupado. E, no entanto, não perdera a serenidade. Ou: Estava muito preocupado. No entanto, não perdera a serenidade.

 

Pesquisando sua questão achei:

http://escreverbem.com.br/no-entanto-nao-e-igual-a-tanto/

http://www.dicio.com.br/no_entanto/

http://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/9754/9754_6.PDF

http://www.cirac.org/Principe/Ch24-pt.htm

Neste aqui, veja o trecho
E era verdade. Eu sempre amei o deserto … E, no entanto, no silêncio, alguma coisa irradia.

 

… No seu caso …

“Estava muito preocupado. No entanto, não perdera a serenidade.”  OU
“Estava muito preocupado. E, no entanto, não perdera a serenidade.”

Entendo que você,  em ambas as fases,  diz que se preocupou sem perder a serenidade.

A frase com “E“, na oratória, é mais eloquente, mais enfática.

Espero ter ajudado

É para ou são para ?

Qual a forma correta na pergunta abaixo:
· O bolo é para quantas pessoas?
Ou
· O bolo são para quantas pessoas?

Basta perguntar QUANTOS bolos você oferece!

Se for apenas UM BOLO, pergunte
· O bolo é para quantas pessoas?

Se forem dois ou mais bolos pergunte
· Os bolos são para quantas pessoas?

Espero ter adjudado

Fazer ou Fazerem ?

mandou fazerem ou mandou fazer?

Tenho ouvido em alguns serviços informativos da TV a utilização incorreta (acho eu) de alguns verbos. Qual a frase correcta: “O professor mandou os alunos fazerem uma cópia” ou “O professor mandou os alunos fazer uma cópia”? Obrigada.
Susana Seixas (Portugal)

A dúvida diz respeito ao uso do infinitivo pessoal ou flexionado (fazerem) ou do infinitivo impessoal (fazer).

Quando o sujeito da oração principal (O professor) é diferente do sujeito da oração infinitiva (os alunos), a tendência é usar o infinitivo pessoal, pelo que a frase mais consensual será O professor mandou os alunos fazerem uma cópia. Note-se que não se fala marcadamente de regras relativamente a este tópico porque se trata de uma questão mais do campo da estilística do que do campo da gramática, tal como afirmam Celso Cunha e Lindley Cintra na sua Nova Gramática do Português Contemporâneo (14.ª ed., Edições Sá da Costa, Lisboa, 1998, p. 482):

«O emprego das formas flexionada e não flexionada do infinitivo é uma das questões mais controvertidas da sintaxe portuguesa. Numerosas têm sido as regras propostas pelos gramáticos para orientar com precisão o uso selectivo das duas formas. Quase todas, porém, submetidas a um exame mais acurado, revelaram-se insuficientes ou irreais. Em verdade, os escritores das diversas fases da língua portuguesa nunca se pautaram, no caso, por exclusivas razões de ordem gramatical, mas viram-se sempre, no acto da escolha, influenciáveis por ponderáveis motivos de ordem estilística, tais como o ritmo da frase, a ênfase do enunciado, a clareza da expressão. Por tudo isso, parece-nos mais acertado falar não de regras, mas de tendências que se observam no emprego de uma e de outra forma do infinitivo.»

Sobre este assunto, pode ainda consultar a resposta à dúvida linguística infinitivo flexionado e pretérito mais-que-perfeito

Cláudia Pinto, 16/09/2015

Fonte:
http://www.flip.pt/Duvidas-Linguisticas/Duvida-Linguistica/DID/5895.aspx

Menas ou Menos ?

Em algumas palavras, a regra de concordância nominal não é aplicada. Por exemplo, alguns usam menas ou menos conforme o substantivo, mas a gramática não admite essa flexão.
A sintaxe de concordância é muito importante para a oração, pois através dela as palavras adequam-se umas às outras, fazendo com que o texto alcance seu objetivo: a produção de sentido.

Quando o sujeito (núcleo do grupo nominal) concorda em número (singular e plural) e pessoa (eu, tu, ele, nós, vós, eles) com o verbo (núcleo do predicado verbal), trata-se da concordância verbal. Se a adequação ocorre entre o substantivo e seus determinantes (adjetivo, pronome adjetivo, numeral e artigo), a concordância é nominal.

A regra geral de concordância é importante para nortear os falantes da língua, entretanto, não pode ser vista como única, já que existem regras que são específicas, devendo ser analisadas de acordo com cada contexto (situação).

Uma palavra que tem gerado muitas dúvidas quanto ao seu correto uso é menos. No momento de aplicar a regra de concordância nominal, usando essa palavra, alguns se equivocam, pois querem aplicar a regra geral (substantivo concorda com seus determinantes em número e gênero), mas menos é uma palavra invariável, ou seja, que não se flexiona, que não muda, portanto, a regra geral não pode ser aplicada. Veja os exemplos:

A bolacha integral possui menas calorias.
Que pena! Vieram menas pessoas que o previsto.
O melhor é tomar menos refrigerante e mais suco.
Na sala há menas meninas ou menos meninos?
Há menos pessoas hoje do que ontem.
Em todos os enunciados acima, a palavra menos apareceu, em alguns momentos, flexionado, em outros, não. De acordo com a gramática normativa (manual que contém as regras da língua portuguesa), todos os exemplos estão corretos? Não. E a explicação é bem simples, menos não deve concordar com nenhuma palavra, pois não deve sofrer variação. Com isso, menas é uma “palavra fantasma”, por isso, deve ter seu uso eliminado, pois de acordo com a norma padrão, seu uso é inadequado.

Voltando aos exemplos, a palavra menos foi corretamente utilizada em dois enunciados, são eles: “O melhor é tomar menos refrigerante e mais suco” e “Há menos pessoas hoje do que ontem.” Então, para não errar, lembre-se de que a palavra menos é invariável, logo menas não existe. Portanto, atenção para não se equivocar.
Por Mayra Pavan
Graduada em Letras
Fonte:
http://www.brasilescola.com/gramatica/ha-menas-ou-menos-pessoas.htm

Melhor ou Mais Bem?

O aluno foi “melhor” orientado ou “mais bem orientado?

27/12/2013 por Eduardo de Moraes Sabbag
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Fonte:
Jornal Carta Forense
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tel: (11) 3045-8488 e-mail: contato@cartaforense.com.br

http://www.cartaforense.com.br/conteudo/colunas/o-aluno-foi-melhor-orientado-ou-mais-bem-orientado/12740
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É comum a dúvida: a renda deve ser “melhor distribuída” ou “mais bem distribuída”?
Certeza vez, um ex-presidente causou rebuliço ao afirmar, em um Congresso do seu partido: “queremos brasileiros melhor educados, e não brasileiros liderados por gente que despreza a educação (…)”. A forma “melhor educado” é possível? Ou seria melhor “mais bem educado”?

A questão se liga ao uso dos comparativos de superioridade. Vamos à análise:
Se digo que o candidato é um “bom aluno”, posso também afirmar que ele é “melhor aluno” do que outros. Note que o termo “melhor” serviu como comparativo de superioridade do adjetivo “bom”, assim como seria possível usar a forma “pior” como comparativo de inferioridade do adjetivo “mau”. Há consenso nesse ponto entre os gramáticos.

Exemplos:

Ele é bom aluno – Ele é melhor aluno (do que outros).
Ele é mau aluno – Ele é pior aluno (do que outros).
Observação: não se pode comparar, utilizando a forma “mais bom”, quando o termo “melhor” for adjetivo.

Além disso, se digo que o aluno foi “bem” na prova, posso também afirmar, no plano comparativo, que ele foi “melhor”. Observe que o termo “melhor” serviu como comparativo de superioridade do advérbio “bem”, assim como seria possível usar a forma “pior” como comparativo de inferioridade do advérbio “mal”. Exemplos:

O aluno foi bem. (ou mal)
O aluno foi melhor. (ou pior)

Por outro lado, se digo que o candidato é “bem preparado”, as coisas mudam de figura. Observe que o advérbio “bem” acompanha o particípio passado “preparado”. Devo usar qual comparativo? “Melhor” (preparado) ou “mais bem” (preparado)? É possível comparar, utilizando “melhor”, quando este termo for morfologicamente um advérbio?
Aqui está toda a celeuma, dividindo os estudiosos: há os que aceitam apenas o comparativo “mais bem”, repudiando a forma “melhor”; de outra banda, há aqueles que admitem indiferentemente as duas formas, apenas se recomendando uma em detrimento da outra. Como se notará abaixo, filiamo-nos à última corrente.

Se diante do comparativo aparecer uma forma verbal no particípio passado, ou seja, aquelas flexões geralmente terminadas por -ado ou -ido, recomenda-se substituir os comparativos sintéticos (“melhor” e “pior”) pelas formas analíticas “mais bem” e “mais mal”. Assim será utilizado o intensificador “mais”, ao lado de “bem” ou “mal”, no lugar de “melhor” ou “pior”. Exemplos:

– A aluna é mais bem orientada que a colega (no lugar de “melhor orientada”);
– O candidato está mais bem preparado este ano (no lugar de “melhor preparado”);
– Este projeto está mais mal realizado do que o outro (no lugar de “pior realizado”);
– Aquele foi o casamento mais mal organizado a que já fui. (no lugar de “pior organizado”).

Observação: frise-se que o mesmo raciocínio se estende ao comparativo “menos”, ao lado de “bem” ou “mal”, embora os registros sejam raros (Portugal é o país menos bem preparado para lidar com a pandemia).

Voltando ao caso, podemos assegurar que há uma certa lógica: quando se diz “bem orientada”, o advérbio “bem” tem forte ligação com o particípio que a ele sucede (orientada), quase formando um “todo indissociavelmente significativo”. Tal atração se torna nítida nos inúmeros casos de palavras hifenizadas (adjetivos) com tais advérbios: bem-acabado, bem-acostumado, bem-apessoado, bem-aventurado, bem-disposto, bem-educado, bem-humorado, bem-sucedido, bem-vestido, entre outros. Da mesma forma, destacam-se com o advérbio “mal”: mal-agradecido, mal-amado, mal-educado, mal-entendido, mal-humorado, entre outros.

Como tais palavras funcionam como adjetivos, é natural que se deva dizer “mais bem orientada”, no lugar de “melhor orientada”, tal como dizemos “mais feia” (e não “melhor feia”) ou “mais bonita” (e não “melhor bonita”). Veja que o intensificador “mais” incide sobre o conjunto representado por “bem+particípio”, e não exata e exclusivamente sobre o advérbio “bem”.

Portanto, tem-se a seguinte visualização: [ mais + (bem+particípio) ].
Daí se justificar a preferência da gramática normativa pela tradicional utilização, antes de particípio, da forma adverbial analítica “mais bem” em vez da forma adverbial sintética “melhor”.

A propósito, a Folha de S. Paulo, na seção “Esporte”, trouxe recentemente interessante exemplo do uso pelo qual ora demonstramos predileção:

“A mais bem colocada na Malásia foi a Virgin, única que ainda não havia chegado ao fim de nenhum GP.”
Curiosamente, a referida frase foi cobrada “ipsis litteris” no vestibular da Escola Paulista de Propaganda e Marketing (ESPM), tendo sido considerada “correta” e “sem transgressão de concordância”, uma vez que se preferiu o intensificador “mais” ao comparativo “melhor”.

No âmbito dos vestibulares, recordo-me, ainda, de assertiva elaborada em prova recente da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), em que se considerou “correta” a frase abaixo:
“Se os professores fossem mais bem pagos e qualificados, a educação daria um salto em qualidade.”
Por isso, temos recomendado em sala de aula, sobretudo aos concurseiros e vestibulandos, que se adote, exemplificativamente, o quadro abaixo:
Como se verifica, é da índole da língua e da prática da gramática normativa que se impugne o comparativo “melhor”, anteposto às formas participiais.
Entretanto, como a língua não é uma entidade monoliticamente fixa, é importante registrar que há exemplos clássicos – e autorizados! –, que abonam o uso pouco recomendado, em que o “melhor” aparece como modificador do particípio, sinalizando o aceite de ambos os usos na variante culta formal. Exemplos:

– “(…) a demonstração (…) seja melhor confirmada pelos fatos” (Alexandre Herculano);
– “(…) que ande ele melhor avisado na organização (…)” (Machado de Assis);
– “O ponto (…) melhor tornado no terreno alheio (…)” (Camões, em “Os Lusíadas”, IX, 58);
– “Santarém é das terras de Portugal a melhor situada e qualificada.” (Almeida Garrett);
– “(…) aceitou um almoço melhor adubado que o da ceia (…)” (Camilo Castelo Branco, em “O Santo da Montanha”);
– “Levou seu prêmio melhor logrado” (Padre Manuel Bernardes);
– “(…) mais decidida, senão melhor armada” (José de Alencar).

Tais exemplos ratificam a ideia de que a escolha é pura questão de preferência, de estilo e, talvez, de agrado. Daí não podermos chamar de “erro” a fala do ex-presidente.
Posto isso, ante a robusta divergência diante dos fatos da língua, recomendamos – e não mais que isso… – a utilização do comparativo analítico antes das formas do particípio. Apenas, enfatizamos: é melhor assim… Por outro lado, o leitor não estará menos bem acompanhado se seguir Camões, Garrett, Machado, Camilo etc.

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Fonte:
Jornal Carta Forense
© 2001-2014 – Jornal Carta Forense, São Paulo
tel: (11) 3045-8488 e-mail: contato@cartaforense.com.br

http://www.cartaforense.com.br/conteudo/colunas/o-aluno-foi-melhor-orientado-ou-mais-bem-orientado/12740

 

 

 

 

Obrigado ou Obrigada ?

Fonte:
http://www.portugues.com.br/gramatica/obrigado-ou-obrigada-qual-utilizar.html

A concordância nominal do adjetivo “obrigado”, como expressão de agradecimento, gera muitas dúvidas. Em geral, as pessoas não sabem quando utilizar “obrigado” ou “obrigada”.

O adjetivo “obrigado” é muito usado, mas nem sempre de forma correta.
Quando há um homem e uma mulher, como fazer a concordância nominal?

A concordância nominal é o acordo ou a harmonia que deve acontecer entre artigo, numeral, pronome e adjetivo com o substantivo. Isso acontece em relação ao gênero (feminino e masculino) e ao número (singular e plural). Esta é a regra básica, entretanto, existem algumas palavras ou expressões que podem gerar dúvidas quando utilizadas. Uma delas é o adjetivo obrigado.

A regra de concordância nominal diz que quando obrigado expressa um agradecimento deve concordar com quem fala, ou seja, com o emissor. Veja o exemplo:

A professora entrou na sala e elogiou o trabalho de dois alunos, Maria Luiza e Guilherme. Os alunos, claro, ficaram muito felizes. Então, foram até a mesa da professora.

Maria Luiza falou: Obrigada, professora.

Guilherme falou: Obrigado, professora.

Muitas pessoas pensam que se estamos agradecendo a uma mulher, devemos falar obrigada. Caso o agradecimento seja endereçado a um homem, então obrigado. No entanto, não é assim. Quem define a concordância desse adjetivo é o sexo de quem está agradecendo.

Então, meninas agradecem com obrigada, enquanto os meninos agradecem com obrigado.

Só há uma condição em que obrigado não deve ser flexionado, quando for substantivo. Nesse caso, permanecerá no masculino singular, independente de quem esteja falando. Aqui é importante lembrar que uma maneira fácil para detectar o substantivo é perceber quem o acompanha, artigo, pronome, numeral e adjetivo são classes gramaticais que, em geral, acompanham o substantivo. Veja o exemplo:

Após ser socorrida, a mulher emocionada falou: “O meu obrigado a Deus e a todos os bombeiros que ajudaram no resgate.”.

A partir de agora, todos podem utilizar a “palavrinha mágica” sem perigo de errar.
Basta aplicar a regra!
Fonte:
http://www.portugues.com.br/gramatica/obrigado-ou-obrigada-qual-utilizar.html